PALMEIRAS x SÃO PAULO

Eles estão de volta ao inferno. Digo, ao Prudentão. Não querem que eles existam, sempre perseguem o grupo e até ja tentaram assassinar alguns de seus integrantes nesta mesma cidade, mas “a Mancha é guerreira…”. De fato, tem que ser muito guerreiro para voltar a este lugar maldito, este inferno. Além de muito quente, há diabos distribuindo a morte em balas que não são de borracha. E se querem matar torcedores, tentam o mesmo com o futebol. Clube itinerante, desorganização, clássicos com pouco público e que jamais deveriam ter acontecido ali… Não é a toa que antes de viajar muitos reclamavam. Mas estar ali, cantar e apoiar o time era uma obrigação. “O Palmeiras vai jogar eu vou…”.

A Mancha Verde continua punida cerca de meio ano depois daquele clássico neste inferno. Não aconteceram brigas, foi apenas um tumulto pela desorganização do lugar. Aos verdadeiros responsáveis nada aconteceu. O inquérito para analizar a atuação da polícia segue sendo adiado e ninguem quer falar muito. Do outro lado, a história é bem diferente. Não apenas a torcida (e consequentemente o time) foi prejudicada. Um dos torcedores passou meses internado no hospital e o outro ficou meses em uma cadeira de rodas. Depois disso tudo, a única punição continua sendo para a torcida, a grande vítima da história. Uma grande vergonha.







Neste jogo viajei na companhia de um amigo da Alemanha, um membro da Ultras Frankfurt (fotos da torcida neste link). Dominik e eu agradecemos muito ao Marquinhos, Lucas, André Guerra e todos da Mancha Verde.
PORTUGUESA x CORINTHIANS

Entendo que os clubes precisam sempre buscar formas de ‘gerar receita’. Até aí tudo bem, mas é preciso respeitar alguns pontos. A camisa, por exemplo. É um pecado mortal transformá-la num folhetim de mercado ou ainda ‘inventar’ uma cor nova. Senhores gênios do marketing, vocês estão fazendo isto errado. Outro ponto é o estádio, a casa do time e da torcida. Porque diabos a Lusa precisava mandar este jogo no Pacaembu se poderia muito bem jogar no Canindé? Claramente, o time se vendeu em busca de um público maior no estádio municipal, e eventualmente uma receita maior. Mas a justiça do futebol foi feita. Apenas 6 mil torcedores na cancha, uma derrota e um pouco de vergonha alheia pela direção do time lusitano.

Apesar de tudo, pra mim, o lado positivo da Portuguesa mandando jogo no Pacaembu foi que pude fotografar sem problemas. Não consigo entender o porque, mas sempre tenho problemas no Canindé e praticamente já desisti de ir até a cancha lusitana. O FotoTorcida sempre buscou dar espaço para todos, não importa o tamanho da torcida ou a divisão em que esteja, mas infelizmente registrar a Portuguesa dentro de casa é sinônimo de dor de cabeça.

CORINTHIANS x SÃO PAULO

Mais um clássico paulistano. Mais uma tarde de chuva em São Paulo. Pelo menos desta vez o comando da polícia encurtou o caminho dos são paulinos, que foram de metrô do centro até a estação Clínicas e evitaram uma longuíssima caminhada. O metrô estava abarrotado de tricolores enlouquecidos que cantavam e pulavam sem parar. Por sorte a viagem foi curta porque eu já começava a me questionar o que diabos estava fazendo ali. Durante a partida a Independente mostrou a sua força. Destaque para o intervalo, quando a torcida continuou cantando forte e principalmente provocando os rivais no tobogã. A Dragões da Real também estava em bom número e excelente padronização, como sempre. Hoje, além da Falange Tricolor havia também outro grupo novo, Os Implacáveis. Sorte e força à nova torcida.





CORINTHIANS x BRAGANTINO

Este foi um jogo bem difícil. Nem tanto pelo calor na cidade ou pelo cansaço de ter acabado de voltar de uma longa viagem na África (por este motivo o FotoTorcida ficou um tempo parado). Foi difícil porque este foi o primeiro jogo da quarta temporada do blog. A esta altura já são tantas fotos que o desafio de conseguir algo diferente é ainda maior. Também por isso, devo usar novos equipamentos nas próximas rodadas e ainda existem outros planos para ampliar o projeto. Porém, mais difícil ainda foi chegar na Praça Charles Miller e perceber que algo mudou desde o último jogo em que estive. Hoje ele não estava lá sentado na praça, no mesmo lugar de sempre, na reta do portão principal. Também não estava lá na bateria, comandando os gritos da Fiel. Quanta falta você faz, meu amigo. Tenho certeza de que não só pra mim, mas para toda a família do Bom Retiro e também para o time. Era muito raro não vê-lo nos jogos do Corinthians e não vai ser agora que isso vai mudar. Nas camisas e na bandeira, você continua junto com a Fiel. Estas e todas as fotos da torcida são em sua homenagem. “Gordão Eternamente”.























































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